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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Jovem promessa

No último sábado, 23 de Junho, o programa Caldeirão do Huck da Rede Globo exibiu em um dos seus quadros - o Lar Doce Lar, a história de uma menina de 14 anos cujo sonho seria ser jogadora de futebol.

Duda é moradora de Barra Mansa, no Rio de Janeiro e vivia em uma casa humilde, sem recursos e sem uma expectativa de vida. Ao enviar uma carta ao programa do apresentador Luciano Huck, a jovem teve em pouco tempo, o seu sonho realizado: iria conhecer a jogadora da seleção, Marta e faria um teste no clube em que a mesma atua, o Tyresso FF.

Duda foi acompanhada da jogafora 5 vezes eleita a melhor do mundo e encantou a comissão técnica, sendo aprovada na peneira do clube sueco. 
Marta, é claro, se emocionou ao lembrar de sua infância pobre, a exemplo de Duda, no estado de Alagoas.
Marta, Duda no centro e Luciano Huck: A emoção da conquista

Duda é um ótimo exemplo de luta e perseverança, principalmente pelo fato de o futebol feminino ser um esporte que ainda enfrente muita rejeição no Brasil por parte dos clubes. 

Com 14 anos, ela começa a se preparar visando um possível crescimento e quem sabe, ser aproveitada nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Não custa sonhar, e isso Duda já sentiu na pele que vale a pena.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

As mulheres nos games

Esporte, tecnologia, competitividade e muita diversão, as mulheres da era hi-tech chegaram para ganhar e mostram que entendem das quatro linhas. E não estou falando apenas de gol ou impedimento. Os assuntos aqui são táticas e conhecimentos técnicos sobre futebol.

Cada vez mais famosos no âmbito futebolístico, os fantasy games – jogos que simulam partidas de futebol, seja como jogador ou como técnico - vêm agora conquistando o público feminino.

Qual o apaixonado por futebol e usuário de Internet, nunca ouviu falar no Cartola FC?

O joguinho funciona de acordo com as atuações dos jogadores reais, que disputam o campeonato brasileiro. A função dos usuários é escalá-los em suas posições, de forma mista, criando assim o seu próprio time.

No início, o game era basicamente composto por meninos que eram aficionados por esquemas táticos e buscavam ganhar prêmios com o seu, digamos, conhecimento. De uns anos pra cá, o Cartola passou a ter seu espaço dividido também com as meninas, que, por sinal, mandam muito bem.

Marcella Corrêa de 20 anos, é apaixonada por futebol e não abre mão das estrelas do Brasileirão na hora de escalar o Cella FC, seu time no Cartola.

“Não importa contra quem o os times joguem, eu nunca me esqueço do Dedé, do Juninho e do Diego Souza. Gosto do meu time sempre atacando e com um paredão na defesa”, disse.

Marcella é adepta do estilo 4-3-3, onde o time defende com os zagueiros e laterais, e ataca com três meias e três atacantes. E é com essa formação tática que o seu time vêm conquistando boas pontuações rodada a rodada e subindo no ranking nacional e nas ligas privadas da qual participa.

Já Gabriella Duarte, 27, prefere utilizar todo o seu poder de estratégia no Futebol Manager, mais conhecido como FM. Atualizado ano a ano, o FM simula o dia a dia de um técnico de futebol, que ao mesmo tempo, possui poderes de dirigente, negociando jogadores, criando vínculos e escalando o time para a hora da partida.

Como o Manager necessita ser instalado no computador para ser utilizado e seus gráficos são bem pesados, jogá-lo demanda um pouco mais de tempo do usuário, o que têm dificultado a prática de Gabriella, estudante de biblioteconomia.

 “Ultimamente está meio complicado jogar. Estou em final de período e o tempo anda bem curto, mas sempre que posso, jogo um pouquinho de FM para conquistar mais alguns títulos com o meu time de coração”, disse.

PES 2012: Inovações e cada vez mais mulheres jogando

Outros dois games que fazem a cabeça das meninas são o FIFA e o Pro Evolution Soccer. Ambos tem o mesmo esquema de jogabilidade: o usuário controla jogador por jogador através de um controle, se jogar no videogame, ou pelo teclado, no caso de jogar no computador.

Fernanda Pereira, de 22 anos costuma desafiar seu irmão, Felipe e seu amigo Cássio para umas partidas no fim de semana. Segundo ela, os meninos só a vencem de vez em quando porque escolhem times mais fortes que o dela, que não abre mão de jogar com o time que torce.

“Raramente deixo de escolher o Flamengo para jogar. Só quando disputamos um campeonato europeu ou um torneio de seleções, é que eu escolho o Brasil ou outro clube qualquer que seja forte, na maioria das vezes é o Barcelona, por causa do Messi”, contou a estudante de Administração da CEFET.

De acordo com ela, foi-se o tempo em que só os homens jogavam e ganhavam nos jogos que envolvem futebol. Na sua opinião, as mulheres querem e podem ser melhores que os homens até mesmo nas quatro linhas, e tudo isso começou com o crescimento do esporte feminino no Brasil e no mundo.

Muitos outros jogos ainda estão buscando seu espaço, como o Chute Certo, do canal SPORTV e o Hat-Trick e, em breve, estaremos ouvindo falar deles mais abertamente pelas meninas, que certamente vão “invadir” também esses games.

Avante meninas!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Paixão

Oitenta por cento das mulheres entrevistadas em uma pesquisa realizada pela Sophia Mind, em 2010, torciam por algum time.

ESPORTIVA foi ao encontro de quatro fanáticas por futebol: Thaís, Isis, Letícia e Vanessa seguem seus times e conversam sobre futebol feito gente grande, desmistificando o que já está desmistificado, futebol também é coisa de mulher.

Se há algo que não pode e não deve é fechar os olhos para este publico presente nas arquibancadas.

Mulheres sofrem, vibram, se enfurecem e discutem de igual para igual.

Elas hoje vão desacompanhadas aos estádios, mas todas são unanimes quando o assunto é quem as influenciou, os pais.

Mulher não só compra ingresso, mulher consome.

E o mercado está atento, ainda de uma forma tímida, mas muitos produtos são desenvolvidos pensando nelas.

O que essas mulheres querem e pensam?

É isso que você vai conferir na matéria que preparamos para vocês com uma representante de cada um dos quatro grandes clubes do Rio de Janeiro: Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama.

Nós não escolhemos o Botafogo, é ele que nos escolhe

Thaís Ribeiro, 19 anos, estudante de jornalismo, é uma botafoguense ALUCINADA. Sua paixão pelo Glorioso teve forte influência do seu pai. Quando pequena não perdia um jogo ao lado dele e assim foi crescendo sua identificação com o time da zona-sul.

 Depois de um tempo sua mãe tentou dosar esta loucura, alegando não ser coisa de menina. Por pouco tempo acatou os conselhos da mãe. Logo percebeu que não poderia viver longe do seu amor e mesmo a contra gosto da família, mergulhou nesta paixão de forma ainda louca e intensa, começando a acompanhar o time por onde ele fosse.

Em sua primeira viagem atrás da Estrela Solitária em outro estado, ela teve que contar uma ‘mentirinha'. Que revela a ESPORTIVA com um certo ar de orgulho:

"Na van que fui para São Paulo tinham quinze homens e só eu de menina. É claro que contei, em casa, que várias meninas iriam. Me arrisquei! Talvez tenha sido a minha maior loucura. Mas tenha certeza, faço o possível e até o impossível pelo Botafogo."

"Namorar alguém de outro time não rola, já tentei e nunca dá certo. Até do mesmo time as vezes é complicado." Afirma a loira de forma implacável, assim que perguntamos sobre tal possibilidade.

"Quando eu sinto que alguém vem com aquele ar de que mulher não entende de futebol começo a conversar e coloco logo no seu devido lugar."

E ela realmente entende de futebol e conhece a história do seu clube. Perguntada sobre seus ídolos faz questão de separá-lo por épocas:

Do passado, Nilton Santos, sem dúvida. Não só por sua história no Botafogo, como na Seleção Brasileira. Do presente, Jeferson, o melhor goleiro do Brasil.”.

Ressalta que  muitos Botafoguenses poderiam considerar Loco Abreu, embora grata por todas as alegrias que ele já lhe deu, prefere acreditar que o uruguaio ainda tem muito a fazer pelo Glorioso.

"Nós não escolhemos o Botafogo, é ele que nos escolhe"
Thaís Ribeiro

FOTO: Arquivo pessoal




“Vasco da Gama pra mim é religião”




Vanessa Ávila, 21 anos, professora de inglês, é uma vascaína que acompanha seu clube do coração em todos os momentos.

O amor pela cruz-de-malta foi incentivado pelo pai que até hoje vibra com as loucuras que sua filha faz pelo Clube da Colina.

Em 2009, com o seu time atravessando o calvário da Série B a torcedora fez sua primeira aventura interestadual pelo Vasco, foi a Curitiba enfrentar frio e chuva para ver seu time. Essa foi só a primeira viagens de várias que já fez.  

Ano passado acompanhou a reta final da Copa do Brasil. Foi à Florianópolis e viu o time se classificar para a final da competição. Quinze dias depois estava em Curitiba e comemorou a conquista do título inédito para o clube.
A paixão pelo Clube da Colina surgiu aos dez anos, Vanessa assistia a final da Copa Mercosul 2000, contra o Palmeiras,  com sua família e aquele jogo a marcou. O Vasco perdia o jogo por  3 a 0  e em menos de quarenta e três minutos conseguiu empatar, mais do que isso, virou e trouxe o campeonato para o Rio de Janeiro.


“Tenho imagens nítidas deste dia na mente, toda a comemoração da família e claro, o quarto gol! Naquele momento tive certeza que o Vasco mexia comigo e com meus sentimentos.”

Se existe uma coisa que irrita esta Vascaína é ouvir que futebol é coisa para homem.

“Já ouvi muita besteira, mas não ligo, debato de igual para igual.  Além da minha paixão pelo Vasco, gosto muito de futebol e sempre estou antenada ao mundo da bola.”

Seus ídolos: Mauro Galvão e Juninho Pernambucano

Couto Pereira - Final da Copa do Brasil 2011
Arquivo Pessoal


FOTO: Arquivo pessoal